CONSELHO DE PASTORAL PAROQUIAL
CONSELHO DE PASTORAL PAROQUIAL DA
SAGRADA FAMÍLIA TAUBATÉ

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Pároco - Pe. Arcemírio L. Carvalho, msj
Vigário Paroquial - Pe. Kleyber F. Carmo, msj
Diácono - Eliseu Amâncio Silva
Secretária do CPP - Iza Helena Fogliene
Coordenadora do CPP - Maria Estela Motoyama
Secretária Paroquial - Maria Isabel de Paula

PASTORAL/MOVIMENTO - REPRESENTANTE
Aldeias de Vida - Alexandre Testa Lopes e Daniel
Apostolado Oração - Maria Luzia da Silva
Batismo - Nilton Sales
CAEP - Adão Barbosa Penha
Catequese 1ª Eucaristia - Iza Helena Fogliene
Catequese da Crisma - Dirce Leite Ribeiro
Coroinhas - José Jair dos Santos
Dízimo - Hélio Maia
Familia - Fátima e Marco
Grupo Conviver - Marli do Amaral
Juventude - Fernando Bertini
Acolhida - Eliane Cortez
Liturgia - Maria Estela Motoyama
Mãe Rainha - Mônica Montó e Luzia Chaib
Ministros Extraordinários da Eucaristia - Marcelo Grandchamps
Missão COPEA - Elber Barozzi
Saúde - Maria Estela Maia
Social - Ana Paula Damasceno



CPP - Conselho de Pastoral Paroquial

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1. O que é o CPP?

O CPP – Conselho de Pastoral Paroquial – é uma equipe, um grupo de pessoas, escolhidas pela comunidade dos fiéis, em Assembléia Paroquial e em comunhão com o pároco, provisionadasas pelo bispo, que representam as comunidades/capelas, os ministérios, as pastorais e movimentos existentes na paróquia, e têm como missão o serviço da animação pastoral da paróquia.

2. O que faz o CPP?

O CPP tem a missão de garantir a vida de comunhão na paróquia. Por isso, é responsável pela organização e articulação das pastorais, e pela espiritualidade e formação dos fiéis. Ao CPP cabe refletir, planejar, decidir, animar e revisar toda a ação pastoral da paróquia. Ele deve preparar, organizar e realizar as Assembléias Paroquiais de Pastoral, que são a instância mais importante da caminhada pastoral da paróquia. Ele encaminha a realização do Planejamento Paroquial de Pastoral. A ele cabe conhecer a realidade e seus desafios, julgá-la com os olhos da realidade e da Palavra de Deus, e estimular ações transformadoras que a tornem sinal do Reino de Deus.

3. Por que o CPP?

Desde o Concílio Vaticano II (1962-1965), a Igreja Católica assumiu um rosto novo. Ela foi definida como Povo de Deus. Insiste-se mais na dimensão da Igreja-comunhão. É o novo jeito de ser Igreja-família, Igreja-participação, Igreja-comunidade, Igreja-povo. Nela, todos os fiéis são co-responsáveis pela vida cristã e pela missão evangelizadora. Todos os batizados têm carismas ou dons, para serem postos a serviço da comunidade. O CPP é a expressão organizacional da Igreja, que pretende ser mais participativa e comunitária. Quanto mais conselhos houver na Igreja, mais ela será participativa.

4. Para que o CPP?

O CPP tem como finalidade garantir a presença de todas as forças vivas na animação da ação pastoral da paróquia. É sobretudo uma garantia da presença e da atuação do laicato, com o fim de superar as práticas autoritárias e clericais ainda presentes entre nós. Além disso, o CPP serve para garantir a continuidade pastoral da paróquia. Hoje é muito comum haver transferência de pároco. Bem mais comum do que antigamente, quando um pároco ficava décadas numa só paróquia. O CPP garante que, com a mudança do pároco, a paróquia não sofra quebra de continuidade de sua ação pastoral. A função principal é a de ser um lugar de participação, reflexão, decisão, execução e avaliação pastoral. O CPP é um instrumento de representação da comunidade e de articulação pastoral. O CPP é um espaço e instrumento de comunhão, de cidadania e democracia na Igreja.

5. Como se organiza o CPP?

Como em todos os níveis da Igreja, também o CPP se organiza segundo os princípios de unidade e diversidade. Na Igreja, o papa é responsável pela unidade, enquanto os bispos do mundo inteiro representam a diversidade. Na diocese, o bispo é responsável pela unidade, enquanto os padres, diáconos e lideranças leigas representam a diversidade de paróquias, pastorais, movimentos, tendências espirituais e teológicas. Na paróquia, o pároco é responsável pela unidade, enquanto os vigários paroquiais, as lideranças leigas e os coordenadores representam as forças vivas existentes na paróquia.

6. Qual a competência do CPP?

O CPP é um conselho consultivo que, em comunhão com o pároco e de acordo com as decisões da Assembléia Paroquial, pode, a seu nível, tomar decisões pastorais e financeiras. Os membros do CPP representam as forças vivas da paróquia. Por isso, cada representante não fala em nome próprio, mas em nome de quem representa e tem a obrigação de repassar, para o grupo que representa, as conclusões, decisões, reflexões de todas as reuniões.

7. Quem são os membros do CPP?

São membros do CPP: o pároco, os vigários paroquiais, os diáconos, o coordenador paroquial de cada pastoral, o coordenador paroquial de cada movimento, o coordenador paroquial de cada ministério, o articulador paroquial dos grupos de reflexão, o coordenador e outros representantes do CPC (Conselho de Pastoral da Comunidade – capelas), um ou dois representantes da CAEP (responsáveis pela administração e pelo dízimo).

8. Quais são os objetivos específicos do CPP?

O CPP tem como objetivo específico executar as decisões das assembléias; articular e animar toda a vida pastoral da paróquia; investir na formação de lideranças; propor iniciativas pastorais; opinar e decidir sobre as finanças e o patrimônio (despesas, compras e vendas, reformas, etc); resolver questões do dia-a-dia; ouvir a comunidade e encaminhar as soluções dos problemas.

9. O que é necessário para o CPP funcionar bem?

Para que o CPP possa funcionar bem, deve-se escolher pessoas representativas da comunidade; que dêem testemunho de vida; sejam abertas à pastoral e engajadas na comunidade; tenham visão de Igreja e queiram doar-se no serviço aos irmãos. É preciso, também, constituir comissões de trabalho e ter cronograma de atividades. Abrir-se às mudanças e estudar temas de interesse comum, que ajudem a conhecer e enfrentar os desafios. Preparar bem as reuniões. Fazer de cada reunião uma oportunidade de auto-evangelização. Ter espiritualidade para superar as dificuldades. Fazer passeios, retiros e estudos em comum. Avaliar as reuniões. Usar de criatividade nas reuniões. Garantir a continuidade da caminhada. Evitar a rotatividade das pessoas.

10. Quem preside o CPP?

Quem preside o CPP é o pároco. Ele deve estar presente em todas as reuniões, pôr na pauta os grandes desafios e compromissos da paróquia, oferecer os grandes eixos doutrinais e pastorais, a fim de iluminar os participantes a tomar as decisões que forem necessárias. Pode também haver um/a coordenador/a, que seja responsável pela articulação, organização, agenda das reuniões, etc. Esse coordenador deve atuar em sintonia e unidade com o pároco.

11. Qual é o tempo de mandato dos membros do CPP?

Os membros do CPP têm um mandato de 2 anos, podendo ser reconduzidos. Deve-se evitar que as mesmas pessoas se perpetuem no cargo e não dêem espaço para novas lideranças. Mas, deve-se evitar a rotatividade pura e simples, a fim de garantir a continuidade da caminhada pastoral. O ideal é que, na escolha de representantes, haja um equilíbrio entre membros novos e outros que tenham experiência da vida paroquial.

12. Qual é a freqüência das reuniões do CPP?

O CPP deve reunir-se uma vez por mês, ou, no mínimo, bimestralmente, e toda vez que se fizer necessário. Todas as reuniões sejam registradas no Livro de Atas. Deve-se ter em conta que em cada reunião não podem faltar quatro coisas: a) Aprender algo novo; b) Acolher e valorizar cada pessoa; c) Crescer na amizade e no relacionamento; d) Aprofundar-se na vida espiritual.

13. Que defeitos o participante do CPP deve evitar?

Quem for escolhido para participar do CPP não pode ser um membro isolado da comunidade. Fazer uso autoritário do poder. Querer mandar no padre e na comunidade. Fazer sub-grupos, cochichos, falatórios durante a reunião. Ser desleixado no horário para iniciar e terminar. Monopolizar assuntos e não dar vez para os outros falarem. Ficar calado, desinteressado e indiferente sobre as questões tratadas. Fechar-se nas próprias idéias, sem abertura para aprender a refletir e decidir em comum. Ser subserviente e bajulador com relação ao pároco. Provocar divisões, acusações, agressões, fofocas.

14. Como resolver os conflitos no CPP?

Surgindo alguma dificuldade entre membros do CPP, é importante observar a lei do diálogo e do perdão. Dar exemplo de unidade. Colocar os conflitos na oração diante de Deus. Ter posicionamento crítico e senso profético. Treinar a prática da correção fraterna. Viver a espiritualidade da comunhão. Experimentar o poder salvador e reconciliador da cruz. Por isso, ser sempre aberto, solidário, serviçal, fraterno.

15. Como começa a vigência de um CPP?

Feita a escolha dos representantes de todas as forças vivas da paróquia, em Assembléia Paroquial, o pároco deve encaminhar ao bispo o pedido de provisão para todos os membros do CPP, com o nome completo e a entidade que cada membro representa. Recebida a provisão, faz-se uma celebração de apresentação, bênção e envio dos novos membros. Tem, aí, início a vigência do novo CPP.

16. Como termina a vigência de um CPP?

O CPP pode terminar sua vigência nos seguintes casos: a) quando chegar o prazo determinado pelos estatutos (dois anos); b) quando o pároco, por motivos sérios que afetem a caminhada pastoral, julgar conveniente destituí-lo; nesse caso, ele só poderá fazê-lo com a licença do bispo. É bom considerar que cabe ao CPP fazer a transição nos casos de mudança de pároco. Aos membros do CPP cabe o compromisso de reunir-se com o novo pároco para apresentar-lhe a caminhada pastoral da paróquia, o Plano Paroquial de Pastoral que está em vigor, os desafios, propostas e prioridades da ação pastoral paroquial.

17. Qual a ligação ente o CPP e Pastoral de Conjunto?

É o CPP que deve garantir a pastoral de conjunto. Quem está no CPP deve interessar-se por todas as pastorais. Ninguém deve defender apenas a sua pastoral ou movimento ou comunidade ou ministério. A pastoral de conjunto tem a primazia. É preciso ter visão comunitária. Todos no CPP devem interessar-se por todas as comunidades, pastorais, ministérios, movimentos e forças evangelizadoras que existem na paróquia.

18. Qual a relação entre o CPP e os Grupos de Reflexão?

O CPP deve ser o grande incentivador dos grupos de reflexão. Deve mostrar todo interesse e empenho em favor deles. Incentivar a criação de novos grupos. Oferecer subsídios para a formação dos animadores. Ajudar na solução dos problemas. Fazer dos grupos de reflexão a sementeira de novas lideranças e ministérios na paróquia.

19. Qual a relação entre o CPP e os Ministérios?

Há uma relação profunda entre CPP e os Ministérios. O CPP deve valorizar a Escola de Ministérios da Comarca. Deve escolher candidatos para os diversos ministérios. Ajudar na prática e na avaliação da caminhada dos novos ministros. Descobrir as pessoas que tenham o carisma certo para cada ministério. Favorecer a prática de uma Igreja toda ministerial.

20. qual a relação entre o CPP e a Formação de Lideranças?

O CPP deve manter-se sempre preocupado em investir na formação de lideranças leigas. Deve reservar uma boa parte da receita da paróquia para a formação bíblica e espiritual, teológica e pastoral, de leigos e leigas. O CPP deve aproveitar-se de todos os cursos oferecidos pela comarca ou arquidiocese, para enviar representantes da paróquia. Só assim teremos uma Igreja adulta com cristãos adultos, uma paróquia enriquecida com cristãos que vivem a maturidade de Cristo.

21. Qual a relação entre o CPP e CAEP?

O CPP é o órgão máximo de execução das decisões tomadas pela Assembléia Paroquial. Como todas as equipes pastorais, também a CAEP – Comissão para Assuntos Econômicos da Paróquia – deve ter seu representante no CPP e caminhar em unidade com ele. Cabe à CAEP favorecer, com os meios econômicos, a realização dos objetivos do CPP. Por sua vez, o CPP deve ouvir as propostas e pareceres da CAEP, discuti-los e aprová-los, e oferecer apoio às atividades da CAEP.

22. O que muda na paróquia com a existência do CPP?

A existência do CPP numa Paróquia leva à mudança do modelo de Igreja. Sem o CPP, tudo fica centralizado no padre ou em algumas lideranças. Com o CPP, coloca-se em prática o modelo de Igreja do Novo Testamento e do Concílio Vaticano II: uma Igreja ministerial, participativa, missionária, transformadora, ecumênica, celebrativa e servidora.

23. Pode uma paróquia não ter o CPP?

Não. Todas as paróquias devem ter CPP, porque somos uma Igreja-comunhão, que tem sua fonte na Santíssima Trindade, e deve estar em sintonia com o Concilio Vaticano II, com as orientações da CNBB e com as Diretrizes da Igreja e na Arquidiocese. Uma paróquia sem CPP é anacrônica, desatua1izada, anti-trinitária. Ofende gravemente à vida e ao projeto de nosso Deus, que é unidade na diversidade. É uma Igreja que vai na contra-mão da história, pois hoje todas as empresas e entidades civis e políticas atuam na forma de conselhos.

24. Quais as diferenças entre paróquias com CPP e sem CPP?

As paróquias sem CPP estão centralizadas no padre e em alguns leigos. São paradas no tempo, tradicionalistas, autoritárias, conservadoras, sacramentalizadoras. Nelas não há espaço para refletir sobre os grandes desafios do novo milênio e para tomar decisões importantes para uma obra evangelizadora eficaz. Nelas, é muito maior o risco de perder fiéis, de dividir lideranças, de criar conflitos. As paróquias que têm CPP e onde o CPP funciona adequadamente, são dinâmicas, evangelizadoras, participativas, ministeriais, criativas. Sabem enfrentar os desafios do mundo moderno.

25. O que diz a Bíblia sobre o CPP?

Há inúmeras passagens bíblicas que podem servir de fundamento para a prática de uma Igreja comunitária e participativa. Podemos citar as seguintes: Êxodo 18,13-27: Moisés organiza o povo em grupos para melhor conduzir a convivência entre as pessoas e a sociedade. Números 11,24-30: O Senhor retira um pouco do espírito de Moisés e o reparte entre os setenta anciãos do povo. Marcos 3,13-19: Jesus forma o grupo dos Doze apóstolos. Marcos 6,39-40: Jesus pede que a multidão seja formada em grupos de cem e de cinqüenta, para a distribuição dos pães. Atos 1,21-26: Pedro pede à comunidade para escolher o substituto de Judas, o traidor. Atos 15,6-29: os apóstolos e os anciãos de Jerusalém se reúnem em conselho para resolver sérios problemas da Igreja primitiva. Enfim, toda a obra evangelizadora de Jesus Cristo foi feita na unidade com seus discípulos. Nas comunidades primitivas, tudo era comum entre os fiéis, também o trabalho da missão. Paulo deixa em cada comunidade um grupo de pessoas que continuava a sua obra evangelizadora.

26. O que a fé cristã diz sobre o CPP?

Há muitos elementos da doutrina cristã para fundamentar a existência e a importância do CPP. Alguns deles: Deus em seu mistério íntimo vive em equipe, em grupo, em comunidade, na vida da Santíssima Trindade. Jesus, Deus feito homem, constituiu o grupo dos Doze e dos setenta e dois discípulos, como articuladores das multidões que o seguiam. O projeto salvífico de Deus passa pela comunhão dos fiéis em uma só Igreja. O céu é o lugar da comunhão plena.

27. Que outros conselhos há na Igreja?

Os conselhos de pastoral estão presentes em todos os níveis. Na comunidade, temos o CPC – Conselho de Pastoral da Comunidade. Na paróquia, o CPP. Na comarca, o CCP – Conselho Comarcal de Pastoral. Na diocese, o CARP – Conselho Arquidiocesano de Pastoral. Também a CNBB tem seu CEP – Conselho Episcopal de Pastoral. Além de conselhos pastorais, nossa Arquidiocese tem: o Colégio de Consultores (que reúne alguns padres responsáveis pelas grandes decisões da diocese), o Conselho Presbiteral (que reúne os padres representantes de todo o clero, para tratar de assuntos de sua vida e ministério), o Conselho de Formadores (que reúne as pessoas responsáveis pela formação dos seminaristas). Esses conselhos diocesanos se constituem, com o bispo à frente, em instâncias de estudos, debates e decisões. Além de tornar-se uma Igreja mais atualizada e conforme aos grandes desafios e valores do tempo presente, os conselhos ajudam a Igreja a permanecer fiel ao projeto salvífico e comunitário de nosso Deus.

Fonte:www.arquifloripa.org.br




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